Tire suas dúvidas sobre a foliculite capilar!

Tire suas dúvidas sobre a foliculite capilar!

Você já ouviu falar em foliculite capilar? Esse problema dermatológico acomete homens e mulheres e pode ocasionar coceira, vermelhidão, irritação no couro cabeludo e furúnculos nos casos mais graves, gerando desconforto e diminuindo a qualidade de vida de quem sofre com esse diagnóstico.

A boa notícia, no entanto, é que já existem diversos tratamentos capazes de combater a foliculite capilar. Você já sabe quais são eles?

Neste artigo respondemos às principais dúvidas a respeito da infecção dos folículos pilosos. Confira!

O que é foliculite capilar?

Trata-se de uma infecção dos folículos pilosos, estrutura orgânica responsável por desenvolver os pelos do corpo. Quando ela acontece no couro cabeludo, é chamada de foliculite capilar.

A infecção normalmente ocorre em função da presença da bactéria Staphylococcus aureu ou de fungos que causam pontos vermelhos no couro cabeludo, além de gerarem coceira e sensação de queimação nos casos mais desenvolvidos — falaremos mais sobre as causas e sintomas nos próximos tópicos.

É importante ter em mente que, de forma geral, a foliculite é dividida em dois grandes grupos: as superficiais e as profundas, sendo que ambas podem ocorrer nos folículos pilosos do couro cabeludo.

A seguir, separamos as principais informações sobre cada uma delas.

Foliculite superficial

Como o próprio nome indica, esse tipo de infecção prejudica a camada superficial do folículo, ocasionando menos danos. Via de regra, é a mais comum e apresenta uma alta demanda nos consultórios dermatológicos.

Vale lembrar que esse tipo também é dividido em categorias distintas, de acordo com os fatores que desencadeiam o problema, sendo eles:

  • foliculite estafilocócica;
  • foliculite por pseudômas ou da banheira quente;
  • pseudofoliculite da barba, nos casos não capilares;
  • foliculite ptirospórica, também nos casos não capilares.

Foliculite profunda

Normalmente, a foliculite profunda é consequência da complicação da foliculite superficial. Tendo em vista a boa capacidade dos profissionais em diagnosticá-la e a eficácia nos tratamentos disponíveis, é raro encontrar casos em que a complexidade seja alta. No entanto, eles existem e demandam uma terapia mais intensa para eliminar a infecção.

Da mesma forma como a foliculite superficial, a foliculite profunda também é classificada a partir das suas causas. Hoje, temos os seguintes casos:

  • Sycosis barba, nos casos não capilares;
  • foliculite gram-negativo;
  • furúnculos e carbúnculos;
  • foliculite eosinofílica.

Quais são os seus principais sintomas?

Como comentamos, o sintoma mais comum — e normalmente o primeiro a ser observado pelos portadores da infecção — é a vermelhidão associada à coceira no couro cabeludo. No entanto, como existem diferentes casos de foliculite, os sintomas também variam entre os seus tipos.

Na superficial, é possível perceber a formação de um pequeno caroço avermelhado perto da raiz do cabelo, que pode ou não apresentar pus ao redor. Além disso, é comum que a área fique mais sensibilizada em função do processo inflamatório, principalmente se ele acometer uma região extensa do couro cabeludo.

Em contrapartida, a profunda é caracterizada por apresentar a formação de furúnculos, visto que a inflamação acomete todo o folículo capilar e atinge a sua raiz. Assim, ela fica endurecida e cria o pus como forma de combater as ameaças das bactérias, vírus e fungos presentes.

Nesse caso, as chances de ocorrer uma complicação são maiores. Por isso, é comum a formação de cicatrizes após o tratamento ou mesmo durante o desenvolvimento da inflamação.

Você lembra que explicamos sobre a existência das categorizações das foliculites superficiais e profundas? Pois bem: não podemos falar sobre os seus sintomas sem considerar essas diferentes formas pelas quais a doença se dá.

Como ela é formada?

Comentamos que a principal causa da infecção é a presença negativa da bactéria Staphylococcus aureus, uma espécie do gênero estafilococos. Ela faz parte do nosso microbioma, isto é, do ecossistema de bactérias que permanecem no corpo.

Quando a pele está mais sensível ou há um machucado na região, essa bactéria pode entrar na corrente sanguínea e causar problemas sérios, como a foliculite. Por exemplo: imagine que você coçou a cabeça com mais força em um dia ou lavou os cabelos e deixou um pequeno machucado no couro cabeludo. Pelo simples fato de a bactéria compor o seu microbioma, ela pode penetrar nos folículos capilares e causar a infecção.

Acontece que existem alguns fatores de risco que podem deixá-lo(a) mais suscetível ao desenvolvimento da doença, como o desequilíbrio do sistema endócrino, doenças que diminuem a sua imunidade — HIV, leucemia e diabetes —, problemas de pele, oleosidade excessiva dos fios, alterações hormonais, pele sensível e o uso constante de bonés e chapéus, sobretudo com o cabelo molhado.

Vale lembrar que a penetração do estalaficoco pode não ser somente a causa da inflamação, sendo esta agravada pela presença de outros microrganismos, como os fungos Pseudômonas aeruginosa e Malassezia  o último é mais comum na foliculite pitirospórica.

Como é feito o tratamento?

Até agora, você pôde perceber que existem diversos tipos de foliculite, assim como há diferenças entre os seus sintomas e causas, não é mesmo? No entanto, quando falamos em problemas dermatológicos, sempre aparece uma dúvida em relação às formas de tratamento, especialmente quando esses problemas são de natureza capilar.

É preciso ter em mente que existem tratamentos eficientes contra a inflamação, mas que variam de acordo com o tipo, as causas e a gravidade da infecção. Nesse sentido, as lesões mais simples e superficiais podem ser tratadas com técnicas caseiras e a partir da criação de hábitos mais saudáveis de higiene pessoal.

Por exemplo, é possível fazer compressas mornas ao longo do dia para aliviar a coceira, diminuir a vermelhidão e combater a sensação de queimação. No entanto, ainda que esse processo auxilie na redução dos sintomas, é fundamental buscar ajuda profissional para confirmar o diagnóstico e realizar um tratamento adequado para o seu quadro clínico.

Via de regra, além das técnicas caseiras, o especialista no tratamento pode indicar o uso de produtos com ativos bactericidas – e também, cicatrizantes – com o intuito de combater a formação de lesões maiores e cuidar das cicatrizes que são originadas por elas.

Para entender um pouco mais sobre o tratamento em cada cenário, confira as informações abaixo:

Foliculite Estafilocócica

Esse é o tipo mais comum da doença, isto é, quanto os folículos são inflamados pelos estalaficocos. Ela é caracterizada como um problema superficial, que pode ser tratado com o uso de antibióticos tópicos ou orais, sendo que os antibióticos orais são indicados somente nos casos em que o quadro já está sendo agravado e pode provocar complicações.

Foliculite por pseudômonas

Esse tipo de doença acontece pela infecção dos folículos por meio de ambientes aquáticos em desequilíbrio. Em outras palavras, os níveis de cloro e pH não são regulados e, então, facilitam a produção de bactérias pseudômonas que são capazes de penetrar nas feridas e lesões cutâneas.

Nesse sentido, é bastante comum que os sintomas apareçam horas ou dias depois, já que a bactéria tende a se proliferar com rapidez. É por isso que é fundamental manter uma boa higienização do couro cabeludo após tomar banho de piscina, mar, lagoa ou cachoeira.

Por ser um tipo de infecção que não gera grandes complicações, é possível a aplicação de loções e pomadas para aliviar a coceira, sendo que raramente é recomendado o uso de antibióticos. Em poucos dias, os sintomas desaparecem e a bactéria não sobrevive no seu microbioma.

Foliculite gram-negativo

Saindo dos casos superficiais para os casos em que começam a aparecer as complicações, cabe observar: a foliculite gram-negativo pode ser causada pelo uso prolongado de antibióticos, visto que o medicamento tende a desregular o equilíbrio natural da cútis.

Normalmente, o tratamento é realizado com um acompanhamento médico de qualidade, já que a melhor forma de combater a doença é por meio do uso de antibióticos.

Furúnculos e carbúnculos

No caso dos furúnculos e carbúnculos, o tratamento também precisa ser feito com atenção. Como você já deve ter percebido, o quadro clínico é bastante intenso, com sintomas agravados que só geram desconforto para quem tem a doença, além de febre e alta sensibilidade no couro cabeludo.

Quem apresenta essa foliculite profunda normalmente deve realizar uma drenagem da infecção por meio de uma pequena incisão. Esse procedimento libera o acúmulo de pus das feridas e alivia a febre e a dor do paciente. Caso seja necessário, o médico pode prescrever o uso de antibióticos.

Foliculite eosinofílica

Por fim, a foliculite eosinofílica é um tipo de problema dermatológico que acomete pessoas com HIV, dado que a sua imunidade é reduzida. Nesses casos, os sintomas mais comuns são manchas escuras inflamadas, coceira e feridas com pus. Vale lembrar, no entanto, que esse caso é o menos comum nos folículos capilares.

Em relação ao tratamento, é recomendado o uso de corticosteroides e anti-histamínicos nos casos mais graves, sobretudo com pessoas soropositivo. Por isso, o processo de diagnóstico feito pelo médico e o respeito pelas intervenções propostas são fundamentais para o bom andamento da sua cura.

A foliculite capilar é uma infecção que acomete muitas pessoas, uma vez que o grande causador dessa doença é uma bactéria presente no nosso organismo. No entanto, existem diversos tratamentos capazes de eliminar os sintomas e elevar a sua qualidade de vida, fortalecendo a sua autoimagem e confiança.

E então: o que achou do nosso artigo? Aproveite para continuar a sua leitura e ficar por dentro dos tratamentos capilares da Tricosalus!

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