Queda de cabelo na adolescência é normal?

Queda de cabelo na adolescência é normal?

Entre muitas características, a puberdade também é conhecida como uma daquelas fases da vida em que costumam ocorrer os maiores conflitos com a autoimagem. No pacote de críticas feitas diante do espelho — “muito alto(a)”, “baixo demais”, “muito magro(a)” ou “acima do peso” —, somar a queda de cabelo na adolescência a todas essas insatisfações com a própria aparência pode ser o suficiente para muitos ficarem mais do que preocupados, não é mesmo?

Na verdade, a perda dos fios tende a ser um incômodo – seja ele de pequenas ou grandes proporções – em qualquer idade, mas, principalmente durante essa fase, preocupar-se com a queda dos fios não deveria fazer parte da lista de inquietações de jovem algum. Afinal, o emocional está à flor da pele e, somada à insegurança, a queda de cabelo em quantidade acentuada pode agravar ainda mais as apreensões dessa fase.

Então, o que fazer, afinal?

Entenda a queda de cabelo na adolescência

Para começar, é importante considerar que a perda de cabelo na adolescência é algo normal, uma vez que a queda dos fios é uma ocorrência própria do ciclo de vida do cabelo. Esse processo se caracteriza por três etapas:

  • fase de crescimento, conhecida como anágena;
  • fase de repouso, que é a catágena;
  • fase de queda, a telógena.

Durante o período em que os fios estão se desprendendo do couro cabeludo, a raiz do cabelo continua trabalhando, produzindo os novos fios que crescerão no lugar daqueles que caíram. Portanto, a queda do cabelo é uma ocorrência natural.

Agora, se você notar a perda de volume no cabelo ou até mesmo a presença de tufos soltos na escova, é um sinal de alerta. Isso porque, dependendo da quantidade de fios que caem diariamente, a perda de cabelo pode não ser tão comum assim, indicando aí um problema a ser efetivamente tratado ou, ainda, que você apresenta uma predisposição genética para a calvície.

Mas o que é a calvície?

A calvície é um problema de perda de cabelo que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge cerca de metade dos homens até os 50 anos de idade e, em menor escala, mulheres. Apesar de ser mais comum após os 25 anos, ela também pode ocorrer na adolescência. 

No caso dos adolescentes com essa predisposição (que é quando os seus pais, avós e/ou tios são parcial ou totalmente calvos), verifica-se a rarefação — um afinamento dos fios. Isso se agrava após a puberdade, caracterizando a alopecia androgenética, popularmente conhecida como “calvície hereditária”. Embora a incidência seja muito maior entre os homens, ela também pode afetar as mulheres.

Saiba o que causa o problema

No geral, as mudanças hormonais comuns da idade podem provocar temporariamente uma maior queda de cabelo. O estresse com provas e outros assuntos também pode enfraquecer o fio.

Do mesmo modo, os cabelos na adolescência costumam cair com maior intensidade quando o seu organismo está sofrendo determinadas deficiências nutricionais —aquela dieta nada saudável ou o excesso de comida industrializada, por exemplo. Medicamentos — como aqueles para o tratamento da acne — também podem ser a causa do problema.

Outro motivo é a frequente exposição dos fios aos procedimentos químicos. Aqui entram as famosas progressivas, assim como chapinhas, secador e descoloração excessiva.

Até mesmo o uso de penteados que puxam os fios por um longo período de tempo, como coques e rabos de cavalo, agravam a situação e prejudicam seus fios.

Vale lembrar que o consumo de substâncias prejudiciais à saúde, como álcool e cigarro, impede que nutrientes essenciais cheguem à raiz do cabelo. Já o uso de anabolizantes pode acelerar a calvície nas pessoas geneticamente predispostas.

Como saber se eu estou sofrendo com a queda de cabelo?

Para ter uma referência na hora de avaliar se a sua queda de cabelo está ou não dentro do padrão considerado normal, tenha em mente que a estimativa é de que, em média, até 100 fios de cabelo caiam diariamente. No entanto, como é muito difícil realizar essa contagem de maneira prática no dia a dia, o recomendado é que, caso a perda dos fios esteja ocorrendo em volume maior do que o habitual, o profissional (nesse caso, o médico especialista em tricologia e patologias do couro cabeludo) seja procurado o mais rápido possível.

 

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Conheça os tratamentos disponíveis

Dependendo do caso — quem avaliará isso é o médico especialista —, a queda é reversível. Algumas vezes, mudar hábitos comuns do dia a dia pode ser o suficiente para devolver a saúde dos fios. Além disso, é possível contar com tratamentos tópicos (como pomadas) e sistêmicos (medicação) prescritos.

De todo modo, se o médico especialista em patologias do couro cabeludo detectar a predisposição para a calvície ainda na adolescência, as notícias continuam sendo positivas. Se esse for o seu caso, é possível iniciar um tratamento com o objetivo de inibir a progressão da doença, assim como estimular o crescimento de novos fios. Entre esses procedimentos, estão:

  • laser capilar: um feixe de luz que provoca a bioestimulação das células, com o objetivo de ajudá-las a produzirem novos fios;
  • dermaroller: um pequeno rolo com centenas de miniagulhas que reativam a estrutura capilar;
  • tratamento reequilibrante: que objetiva desintoxicar e estimular a renovação do cabelo;
  • tratamento estimulante: que ajuda os fios a retomarem o processo de crescimento e é indicado para couro cabeludo sem oleosidade relevante;
  • tratamento desintoxicante: que combate doenças no couro cabeludo que podem provocar a queda.

Dentro da ampla gama de tratamentos, ainda existem o transplante e o implante. Ambos têm a função de fornecer fios novos ao couro cabeludo, sendo o primeiro feito com fios naturais da própria pessoa e, o segundo, com enxertos artificiais.

É sempre importante se atentar para o fato de que, aos procedimentos de transplante e implante, é adicionado o fator da idade, já que o médico especialista ainda não pode prever como se dará a evolução da calvície ainda na adolescência. Por isso, cada caso é estudado minuciosamente, e o tratamento é personalizado às necessidades do paciente.

Não se esqueça de que, antes de qualquer alarde, a primeira coisa a fazer é consultar o médico especialista em tricologia e patologias do couro cabeludo — preferencialmente, em uma clínica de confiança e renome. Afinal, somente esse profissional poderá diagnosticar corretamente a origem do problema e prescrever o tratamento adequado (que também pode ser preventivo), de acordo com o que você mais precisa.

Quer ajuda para acabar de vez com a queda de cabelo na adolescência? Conheça a Tricosalus e converse com um dos nossos especialistas!

 

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