Queda capilar? Saiba como o uso de anticoncepcional pode estar relacionado

Queda capilar? Saiba como o uso de anticoncepcional pode estar relacionado

Quando o assunto é estética e saúde, surgem muitos mitos e verdades. A queda capilar, por exemplo, é supercomum entre homens e mulheres e pode ser causada por vários motivos. Embora cada tipo de calvície tenha um tratamento específico, entre as soluções mais populares para a perda dos fios está o mito de que existe anticoncepcional para a queda de cabelo, quando, na verdade, esse medicamento tem o efeito oposto.

Quer saber qual o impacto da pílula anticoncepcional na saúde do seu cabelo? Confira este texto.

Qual a relação entre o anticoncepcional e a queda de cabelo?

A principal função da pílula anticoncepcional é prevenir a gravidez, mas o medicamento tem inúmeros efeitos colaterais. Como ele desregula os níveis hormonais do corpo, um dos principais sintomas da sua ingestão é a queda dos fios. Vale lembrar, no entanto, que esse resultado é comum a todas as mulheres – apenas àquelas que já apresentavam propensão a esse problema. Ou seja, a perda de cabelo após o uso do anticoncepcional ocorre em mulheres que têm predisposição à alopecia androgenética — calvície feminina –, uma condição que provoca o afinamento do cabelo ao longo do tempo e a queda dos fios.

Nesse caso, a mulher pode ter uma reação ainda mais forte ao usar o medicamento contraceptivo. Além disso, os hormônios contidos na medicação também conseguem alterar outras condições corporais, como a oleosidade no couro cabeludo e nos fios.

Esse é um dos motivos pelos quais o método contraceptivo não pode ser escolhido aleatoriamente. É preciso consultar um profissional, analisar o histórico da paciente e considerar os possíveis efeitos colaterais, bem como acompanhar as reações do organismo para manter ou substituir o medicamento.

Quais os efeitos do anticoncepcional durante as fases de crescimento do cabelo?

O crescimento do folículo capilar é composto por três fases, sendo que, durante esse processo, ele pode apresentar reações a agentes externos. Para entender melhor como acontece o crescimento capilar, leia os tópicos abaixo.

Fase anágena

Esse é o período do crescimento ativo do cabelo. Ele ocorre quando as células dentro da raiz ficam ativas, formando o novo cabelo. O crescimento é de aproximadamente um centímetro por mês e a fase dura de três a seis anos.

Fase catágena

É a fase de transição, também chamada de “regressão”, em que o crescimento para na raiz do cabelo. Em outras palavras, é a morte desse fio. A transição acontece de duas a três semanas.

Fase telógena

É o período de repouso, em que o cabelo morto é empurrado por um novo fio (anágeno), dando continuidade ao ciclo. Esse processo dura de três a quatro meses.

Mas qual a interferência do anticoncepcional durante essas fases? Ela acontece devido à ação dos hormônios presentes na composição do medicamento. A maioria deles carrega o estrógeno (feminino) e o progestágeno (masculino), e a queda dos fios acontece graças ao efeito dos hormônios masculinos no organismo, como a testosterona.

Por isso, se você tem alguma predisposição à perda capilar, precisa tomar um anticoncepcional que diminua os efeitos da testosterona e permita o efeito antiandrogênico (ciproterona e drospirenona). Essa combinação promove o crescimento dos fios por mais tempo, de maneira sinérgica — contribuindo para um cabelo mais espesso e comprido. Ou seja, quanto mais hormônios masculinos — como a dihidrotestosterona —, menos cabelos na cabeça. E, quanto mais hormônios femininos — como ciproterona e drospirenona —, mais compridos e espessos serão os fios. Basta lembrar como a gravidez estimula o crescimento e confere saúde aos fios.

Posso usar o medicamento e recorrer a um tratamento capilar?

Como a pílula anticoncepcional já tem o precedente da queda capilar, inicialmente você deve conversar com o médico ginecologista ou endocrinologista para que ele identifique qual o medicamento mais adequado para o seu organismo. Relate o problema da queda dos fios e peça para fazer um teste com o uso do anticoncepcional com efeito antiandrogênico por três meses.

Se, depois desse período, a queda continuar, você pode retornar ao médico para substituir o medicamento ou buscar um tratamento específico para o problema. O ideal é conversar com um especialista no assunto, o tricologista. Além da consulta, ele pode solicitar alguns exames complementares para dar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.

Se eu interromper o uso, meu cabelo vai cair mais?

Assim como a introdução do anticoncepcional provoca mudanças, a interrupção do medicamento também pode ocasionar a queda de cabelo por um tempo. É o mesmo processo que acontece no período pós-parto, em que há uma queda hormonal drástica, que leva os cabelos a passarem de uma fase de crescimento à outra — da etapa anágena (crescimento) para a telógena (queda).

Trata-se de uma mudança temporária que dura até os índices hormonais se regularizarem. Normalmente, essa fase se estende até três meses após a interrupção do anticoncepcional. Depois disso, os cabelos entram em um processo de equilíbrio, recuperando a força e o vigor.

O que eu posso fazer para minimizar os efeitos negativos?

Se você não quer ter problemas com a queda dos cabelos e precisa tomar anticoncepcional, informe o seu ginecologista. Dessa maneira, ele vai indicar um medicamento capaz de atender às suas expectativas. Porém, cada organismo reage de uma forma diferente; então, fique ciente de que, caso o efeito seja contrário, você pode precisar substituir o anticoncepcional ou aderir a um tratamento complementar.

De toda forma, vale a pena investir em um cuidado preventivo. Busque uma clínica capilar para examinar a natureza do seu cabelo e saber quais os tratamentos disponíveis para tratar as deficiências do fio. Quanto antes você cuidar das madeixas, mais saudável elas serão.

Como vimos, não basta ir à farmácia e buscar um anticoncepcional para a queda de cabelo, pois existem outros fatores relacionados a esse processo. O medicamento pode ser benéfico ou maléfico dependendo das suas condições genéticas. Por isso, não se automedique e consulte um ginecologista para avaliar os riscos e escolher um método que não prejudique a saúde dos seus cabelos. E, em casos mais avançados, recorra a um tratamento capilar, que também deve ser indicado por um profissional: o dermatologista ou tricologista.

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