Finasterida em foco: indicação, atuação e possíveis efeitos colaterais

Comercializado com os nomes de Proscar, Propecia, Finalop, entre outros, o medicamento à base de Finasterida (princípio ativo) é bastante conhecido pela sua eficácia no combate à excessiva queda de cabelo.

Disponibilizada em comprimidos, a Finasterida é indicada pelo profissional especializado para o tratamento da alopecia androgênica (nome científico da “calvície hereditária”, como é mais popularmente conhecida).

Embora se estime que, de cada 10 homens com menos de 70 anos, 8 possuam predisposição à calvície como fator hereditário, é importante lembrar que as decisões relacionadas ao tratamento de pacientes com Finasterida devem ser tomadas somente pelos profissionais autorizados, considerando as características de cada um. Até porque, mesmo nos casos em que a alopecia androgênica já tenho sido diagnosticada, a Finasterida pode ou não ser recomendada, a depender da avaliação médica (lembrando que, isoladamente, ela também não resolve por completo o problema da calvície).

 

Tirando dúvidas sobre a Finasterida

Embora seja um dos medicamentos mais conhecidos no combate à excessiva queda de cabelo, o uso da Finasterida ainda gera muitas dúvidas entre os interessados nos resultados que podem ser alcançados por meio da sua utilização. E, visando a promover o máximo conhecimento possível em torno do que é verdade ou mito acerca da Finasterida, reunimos aqui as principais perguntas elaboradas pelos nossos leitores e pelo público em geral.

Confira!

 

  1. Como surgiu a Finasterida?

Inicialmente, a Finasterida foi desenvolvida para tratar homens que sofriam de hiperplasia prostática, isto é, homens nos quais fosse constatado o aumento da próstata (o que provoca o estreitamento da uretra e, deste modo, a dificuldade para urinar).

Contudo, um fato curioso, que chamou atenção da própria indústria farmacêutica que primeiro a lançou no mercado (Merck), foi o efeito que a tal substância estava provocando nos pacientes, que passaram a verificar um significativo aumento no crescimento dos próprios pelos e cabelos.

Foi assim que a Merck decidiu investir no estudo da Finasterida, que veio a se tornar a primeira pílula lançada para o tratamento da calvície masculina.

 

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  1. A Finasterida é indicada para tratar qual tipo de calvície?

A Finasterida é prescrita para remediar um tipo de calvície específico: a alopecia androgenética (“calvície hereditária”).

A alopecia androgenética se caracteriza pela alteração na recepção do hormônio di-hidrotestosterona (DHT), produzido por homens e mulheres. Nela, ocorre um progressivo afinamento e miniaturização dos fios, desencadeando a queda de cabelo em quantidade maior do que a considerada habitual.

 

  1. Como a Finasterida deve ser utilizada?

A posologia recomendada é de 1 comprimido de Finasterida de 1 mg ao dia, com ou sem alimentos.

 

  1. Qual é o mecanismo de ação da Finasterida?

A ação da Finasterida se dá pela sua capacidade de inibir especificamente a 5-alfa-redutase, enzima que converte a testosterona em dihidrotestosterona (DHT).

Ao reduzir os níveis de produção do DHT, hormônio responsável pela miniaturização dos folículos pilosos, a Finasterida evita o enfraquecimento dos folículos e, consequentemente, a perda acentuada dos fios.

 

  1. Quais seriam os seus possíveis efeitos colaterais?

De acordo com as orientações apresentadas na própria bula do medicamento, mulheres em idade fértil ou grávidas não devem manusear comprimidos esfarelados ou quebrados de Finasterida. Isto porque, ao inibir a conversão de testosterona em dihidrotestosterona, a absorção do remédio por mulheres grávidas poderia causar anormalidades na genitália externa de fetos do sexo masculino.

 

  1. O uso da Finasterida realmente pode causar impotência sexual?

Não. A administração da Finasterida foi avaliada em estudos clínicos, dentre os quais 945 homens foram tratados com essa substância e 934 receberam placebo, obtendo-se os seguintes resultados*:

 

945 homens – Finasterida 934 homens – placebo
diminuição da libido 1,8 % 1,3 %
diminuição da função erétil 1,3 % 0,7 %

 

Conforme se pode perceber, na comparação dos resultados não houve uma diferença percentual relevante entre os pacientes que administraram a Finasterida e aqueles que ingeriram placebo. Na bula do medicamento, inclusive, consta que não existiu descontinuidade do tratamento em razão dos efeitos colaterais apresentados.

 

Confira também o vídeo “Mitos e Verdades sobre o Finasterida”!

Para quem quiser ter acesso a essas e outras informações mais detalhadas, a Tricosalus também lançou um vídeo dedicado exclusivamente ao tema, no qual Ana Maria Ventura, diretora da Clínica, responde às dúvidas dos internautas a respeito da Finasterida. Aproveite para comentar e compartilhar:

Informações extraídas da bula do medicamento do laboratorio Biosintética e que se encontram disponíveis em http://www.bulas.med.br/bula/7373/finasterida.htm. Acesso em 29 ago. 2012.

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