Existe relação entre o uso de tinturas e o surgimento da calvície?

Quando o assunto é a calvície, há uma extensa variedade de mitos que se vê amplamente difundida. E, como essas informações vão sendo reproduzidas por um grande número de pessoas, sem que se verifique se há ou não um embasamento científico, muitos acabam ficando com diversas dúvidas a respeito do que é ou não verdade em relação aos efeitos de alguns produtos químicos sobre os cabelos.

tintura x calvicie

Independentemente de serem permanentes, temporarias, henna, tonalizantes, etc., o uso de tinturas e um excelente exemplo disso, necessitando, portanto, de que o seu esclarecimento seja feito por quem detém um conhecimento especifico na área, capaz de abordar o assunto com a máxima propriedade – no caso, o médico dermatologista ou tricologista.

O fato é que, com a contribuicao das pesquisas desenvolvidas ao longo do tempo e da conquista de grandes avanços tecnologicos, cada vez mais as tinturas para cabelo vêm adquirindo elevados níveis de segurança e de sofisticação. Assim, a tintura, em si, não é responsável pelo surgimento da alopecia (nome científico da calvície), mesmo porque a química age nos fios, e não no bulbo capilar. Porém o que pode ocorrer é que os componentes da fórmula (que contém amonia, oxidante e precursores da cor) deixem os fios bastante fragilizados, facilitando a quebra.

 

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A amônia, cuja função é abrir as escamas dos fios para permitir a penetração dos precursores da cor, é um dos agentes mais agressivos. O processo gera a formação de radicais livres, que modificam a estrutura capilar, podendo ocasionar o ressecamento dos fios, com comprometimento do brilho e maciez. Esta, inclusive, é uma das razões pelas quais tanto se indica a hidratação dos cabelos após o tingimento.

Além da hidratação, outra recomendação é que sejam considerados – e respeitados – os intervalos entre uma coloração e outra.

tintura causa calvicieInfelizmente, grande parte das mulheres que tingem o cabelo acaba nao conseguindo estender por ao menos 30 dias o espaco de tempo entre a ultima e nova aplicação, que e o prazo minimo recomendado pelos dermatologistas/tricologistas. Via de regra, a proxima data costuma ser determinada pela quantidade de raiz do cabelo que ja cresceu, destoando da cor do restante dos fios. Por isso, há quem se utilize da tintura até mesmo quinzenalmente.

Outro agravante para esse curto intervalo está no fato de que, com o passar dos dias, os pigmentos que penetraram nos fios vão se desprendendo dele, conferindo-lhes um aspecto de cabelo “desbotado”. Os demais fatores que contribuem para a aceleração desse processo são a exposição ao Sol e ao cloro.

Um cuidado extremamente importante está na escolha da marca da tintura, que deve ser aplicada por um profissional (o cabeleireiro) ou, ao menos, de maneira profissional (com atenção ao procedimento descrito pelo fabricante, ao tempo de atuação da química e ao enxague adequado), lembrando que é de fundamental importância a prova do toque, haja vista que, para muitas pessoas, o contato com os componentes da formulação pode causar graves reações alérgicas.

Em 2006, de acordo com uma publicação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), no Programa de Análises de Produtos coordenado pela sua Diretoria de Avaliação da Conformidade, um “estudo do Target Group Index, empresa do grupo IBOPE, revelou que 26% da população brasileira usavam tintura para o cabelo, sendo que, desse total, 49% disseram aplicar a tintura sozinhos, 36% pedem ajuda a outra pessoa e 15% recorrem ao salão de beleza. As mulheres representam 85% do total e os homens, 15%”*.

Na época, o INMETRO analisou 15 marcas de tinturas, e a sua avaliação demonstrou que, apesar de não se categorizarem na faixa de corrosividade, 3 delas apresentavam um valor de pH diferente daquele declarado no registro da coloração. Além disso, muitos fabricantes (dos 15, 9 deles) haviam registrado um determinado produto na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), devidamente aprovado pelo órgão regulador, e colocado outro à disposição dos consumidores.

Portanto, a escolha de uma tintura com qualidade comprovada é sempre essencial, e devemos estar sempre atentos.

Muitas pessoas têm dúvida quanto ao uso de tintura ou de tonalizante, sem saber o que distingue uma coisa da outra. Acontece que, no caso do tonalizante, ele não possui amonia e apresenta uma quantidade menor de água oxigenada, de forma que a sua atuação acaba sendo menos agressiva do que a tintura em si. A coloração é feita por meio de ativos oxidantes, que depositam o pigmento entre as cutículas, sem abri-las. Assim, trata-se de um produto que não muda propriamente a cor dos fios (coisa que a tintura faz), mas o seu tom.

Uma importante vantagem dos tonalizantes em relação às tinturas é que eles não costumam causar reações alérgicas e/ou irritações no couro cabeludo.

Por fim, diferentemente das tinturas e dos tonalizantes, a henna é uma opção de coloração natural, cujo pó é extraído da folha de uma árvore originária da África e da Índia. Por não conter elementos químicos, o pigmento da henna se deposita nos próprios fios, dando-lhes um tom que pode ser mais ou menos avermelhado, segundo a cor original dos cabelos. E, por se acumular sobre os fios, após a aplicação da substância é possível sentir um espessamento dos cabelos, que ganham um pouco mais de volume.

Assim como nos outros dois casos, a tintura com henna não possui qualquer relação com o desencadeamento da calvície. Porém, é preciso tomar cuidado com as sucessivas aplicações, que podem provocar o ressecamento dos fios e impregná-los com um tom avermelhado em definitivo.

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*Disponível em http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/tintura_cabelo.asp. Acesso em 28 mai. 2013.

 

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