4 dúvidas frequentes sobre remédios e tratamentos para queda de cabelo

Entenda como funcionam algumas medicações usadas no tratamento para queda de cabelo

tratamento para queda de cabelo

O tratamento para queda de cabelo, seja entre homens ou mulheres, na maioria das vezes envolve medicações de uso tópico ou comprimidos. Apesar da variedade de medicamentos, aplicados para diferentes estágios ou causas da calvície, muitos podem causar efeitos colaterais.

Mas é preciso estar atento e fazer uso do tratamento ideal para cada quadro. Isto porque alguns medicamentos podem causar efeitos graves se usados de forma inadequada. Com este risco, a importância de se consultar com um médico especializado fica ainda mais evidente.

Não adianta tomar determinado remédio somente porque outra pessoa que você conhece, aparentemente, tem o mesmo problema com você. O correto diagnóstico é essencial.

Envolvendo diversos efeitos e também cercado de mitos sobre o uso desses medicamentos, neste artigo vamos esclarecer questões frequentes sobre alguns tratamentos para queda de cabelo.

A calvície

De cada 10 homens com menos de 70 anos, 8 têm predisposição à calvície como fator hereditário. Ou seja, praticamente todos os homens, variando apenas a idade em que a queda vai se acentuar, vão ser calvos.

Já as mulheres, estima-se que 25% delas sofrerão com a queda acentuada dos cabelos após os 30 anos. Outros 50% a terão por volta dos 50 anos de idade, depois da menopausa.

A alopecia androgenética (popularmente chamada de calvície hereditária) pode se manifestar desde a adolescência e está relacionada à desregulagem de alguns hormônios como a testosterona e DTH (di-hidrotestosterona), resultando na miniaturização até o fechamento dos folículos . Portanto, a maioria dos medicamentos que combatem essa calvície vai atuar contra a produção do DHT.

4 dúvidas sobre tratamentos para queda de cabelo

Veja agora algumas questões, muitas vezes infundadas, sobre tratamento para queda de cabelo em homens, mulheres e também sobre relacionamentos com pessoas em tratamento.

proscarFinasterida

Inicialmente, desenvolvida para tratar homens que sofrem de hiperplasia prostática (aumento da próstata), a finasterida foi a primeira pílula criada para combater a calvície hereditária. Este uso veio após a constatação do aumento de pelos e cabelos dos homens tratando a hiperplasia.

Dentre os principais medicamentos à base de finasterida estão Proscar, Propecia, Finalop. Sua propriedade inibe a 5-alfa-redutase, uma enzima que converte a testosterona em dihidrotestosterona (DHT). Impedindo a produção da enzima, diminui-se consequentemente a conversão de testosterona em DHT, evitando o enfraquecimento capilar.

É perigoso engravidar de um homem que faz tratamento com finasterida?

A finasterida pode causar má formação fetal, por isso não é recomendado para mulheres férteis. Podendo entrar na corrente sanguínea, recomenda-se que essas mulheres sequer manuseiem comprimidos quebrados ou esfarelados.

Esse princípio ativo é encontrado no sêmen de pacientes que utilizam a medicação. Mesmo que em quantidades mínimas, ele pode entrar na corrente sanguínea da mãe através da mucosa vaginal. Por isso, recomenda-se que, se constatada uma gravidez, o homem interrompa o tratamento para que nem a mulher nem o bebê entrem em contato com a substância.

Mesmo em mulheres que já tenham dado à luz e que estejam apenas amamentando, o risco permanece, já que a finasterida pode estar presente no leite materno.

Ainda que seja uma possibilidade muito pequena e que não haja registros de consequências em filhos de pais que utilizam a finasterida, a orientação médica é para que se suspenda o tratamento durante a gravidez.

Finasterida pode causar impotência sexual?

Não. Estudos mostram que não há evidências da relação entre impotência e uso desta medicação. Alguns pacientes da Tricosalus já fizeram tratamento com finasterida e não relataram qualquer problema desta natureza.

A administração da finasterida foi avaliada em estudos clínicos junto com efeito placebo. Comparando os resultados sobre diminuição da libido e da função erétil, não houve uma diferença percentual relevante entre quem ingeriu finasterida e quem ingeriu placebo. Assim, médicos concluem que esse medicamento não causa impotência sexual.

Por outro lado, a dutasterida, também usada no tratamento da calvície hereditária masculina, tem efeitos colaterais relacionados ao desempenho sexual. Segundo a bula do remédio, “você poderá ter alguma dificuldade de ereção, diminuição da libido (pouco desejo sexual), alterações de ejaculação (como redução do volume do sêmen) e ginecomastia (aumento do volume das mamas)”. Lembrando que, apesar da dutasterida poder ser usado em mulheres, sua indicação é restrita. Apenas mulheres menopausadas ou laqueadas devem usar este medicamento.

alfaestradiolAlfaestradiol

O alfaestradiol (comercializado como Avicis) é um medicamento de uso tópico, isto é, de aplicação direta no couro cabeludo. Utilizado para combater a alopecia androgenética de leve a moderada, este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos por falta de testes laboratoriais com essa faixa etária.

O alfaestradiol também funciona como inibidor tópico da 5-α redutase, enzima que converte a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), hormônio responsável pelo afinamento e queda dos cabelos.

Qualquer mulher pode fazer o tratamento com alfaestradiol?

Não! A bula do próprio medicamento avisa: “o uso crônico em mulheres na pós-menopausa pode levar a sangramentos uterinos importantes e à supressão dos níveis plasmáticos de FSH e LH”. Sua prescrição para mulheres grávidas também é restrita, sendo contraindicada àquelas que estão na lactação.

A respeito dos seus efeitos indesejáveis, consta na bula que, “devido à presença de álcool na sua fórmula, podem surgir reações locais passageiras, tais como queimação, coceira ou avermelhamento do couro cabeludo após a aplicação do produto”.

minoxidilMinoxidil

Comercializado como Regaine, Rogaine, Aloxidil, etc., o minoxidil também é encontrado na sua versão manipulada. Há ainda outros nomes pelos quais a substância pode vir a ser identificada, sendo que, quando indicada para tratar a alopecia androgenética, é usada como solução tópica de aplicação direta no couro cabeludo.

Quanto ao mecanismo de ação do minoxidil como estimulante do crescimento dos fios, os estudos continuam, posto que existem apenas suposições. O que se sabe é que ele age exclusivamente nos folículos capilares que ainda estão vivos.

Os efeitos do Minoxidil são apenas na região da sua aplicação?

Apesar de ser usado no tratamento e manutenção da calvície hereditária, o minoxidil em comprimidos é prescrito para tratamento da hipertensão por ser vasodilatador. Assim, é contraindicado para pessoas com hipotensão.

Este medicamento também pode causar crescimento de pelos na face (efeito mais dramático quando ocorre nas mulheres); pruridos, coceira e irritação no couro cabeludo; e até mesmo o aumento da queda de cabelos. Por isso a consulta e indicação do médico é tão importante.

Dúvidas esclarecidas, hora do médico

A leitura deste artigo não dispensa qualquer serviço médico, seja para diagnóstico ou para indicar tratamentos. Por isso, caso você se identifique com algum quadro de calvície diagnosticada ou não, é importante consultar um dermatologista/tricologista para dar início ao tratamento mais adequado ao seu caso.

É necessário também que, antes de começar qualquer tratamento para queda de cabelo, um dermatologista/tricologista faça o diagnóstico da causa da sua calvície. Tratando-se de alopecia androgenética, a finasterida pode ou não ser recomendada, dependendo da avaliação que o médico fará sobre cada paciente.

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