Alopecia x Antidepressivos: medicamentos que interrompem ou favorecem a queda de cabelo?

O ritmo caótico da vida nas cidades tem um peso cada vez maior na saúde da população, sendo um dos principais responsáveis pelo significativo aumento das doenças psicológicas nas últimas décadas.

antidepressivos e calvicieEssas patologias, que contemplam desde o estresse até profundas alterações no comportamento humano, podem ameaçar gravemente o equilíbrio daqueles que são por elas afetados, tornando-se indispensável a intervenção do profissional especializado na recuperação do paciente e, em muitos casos, fazendo-se também necessária a prescrição de medicamentos de uso controlado, visando-se à melhora da sua saúde mental e física.

 

 

paroxetina e calvicieA paroxetina (cloridrato de paroxetina), comercializada sob os nomes de Seroblock, Aropax, Cebrilin ou Pondera, e a fluoxetina (cloridrato de fluoxetina), comercializada sob os nomes Daforin, Fluxene, Fluxetin, Selectus e Prozac (este, um dos mais conhecidos), são medicamentos antidepressivos destinados a adultos e que vêm sendo muito utilizados no combate e na prevenção do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), da depressão, da síndrome do pânico e de fobias sociais, mostrando-se bastante eficazes nos tratamentos em que são devidamente prescritos pelo médico.

 

luis tricotest consultaOlá, tudo bem? Desculpe interromper a sua leitura!
Eu sou o Luis, gerente aqui da Clínica Tricosalus, e estou passando para convidá-lo(a) a conhecer o Tricotest – nosso exame de análise capilar.
Clique aqui e assista ao vídeo.

 

Ambas atuam como inibidores seletivos da receptação da serotonina nas terminações nervosas, o que, em termos mais simples, equivale a dizer que aumentam o nível de serotonina disponível no cérebro, aliviando, assim, os sintomas da depressão, graças à sensação de bem-estar que são capazes de proporcionar. Portanto, a sua ação consiste em fazer com que o indivíduo torne a se sentir melhor consigo mesmo e com o meio em que vive, de modo que os sintomas peculiares ao distúrbio de que se vê acometido sejam atenuados ou até mesmo desapareçam.

Contudo, se não resta dúvida de que tais remédios são valiosos aliados no tratamento das alterações que se dão no campo psicológico, também é verdade que os efeitos colaterais que apresentam são capazes de provocar sérias desordens no corpo físico, tanto quanto podem suscitar outras modificações de comportamento, assemelhando-se, muitas vezes, às próprias queixas que motivaram o paciente a procurar o auxílio médico. Porém, também costuma ser comum que tais reações desapareçam depois de algumas semanas, após uma adaptação do organismo à ingestão do novo medicamento, embora existam muitos casos em que os sintomas persistem durante todo o tratamento.

prozac e calvicieA fluoxetina se tornou popularmente conhecida como a “pílula da felicidade” e surgiu com o nome de “Prozac” em 1986. Atuando exclusivamente na serotonina, tornou-se um diferencial ao ser comparado aos demais antidepressivos, cujos efeitos colaterais eram ainda maiores e mais acentuados. Mas atenção: a proeza associada à fluoxetina não significa que esta possa ser ingerida indiscriminadamente e nem que esteja totalmente livre de reações adversas, entre as quais encontramos estas mais comuns:

 

– diminuição da libido;

– anorgasmia, que é a dificuldade feminina de atingir o orgasmo;

– dor de cabeça;

– insônia;

– tremores;

– nervosismo;

– náuseas e/ou enjoo;

– possível alteração na pressão arterial;

– sensação de cansaço/desgaste físico;

– aumento da quantidade de suor;

– ansiedade;

– estado de agitação psicomotora;

– queda de cabelo.

 

Em relação à paroxetina, constam*:

– enjoo;

– alterações da função sexual normal, como impotência e ejaculação precoce;

– astenia (ausência ou perda da força muscular);

– ganho de peso corporal;

– sudorese (aumento do suor);

– prisão de ventre, diarreia, vômitos, boca seca;

– bocejos;

– visão turva;

– vertigem, tremores e dor de cabeça;

– sonolência, dificuldade de dormir, agitação, sonhos anormais (inclusive pesadelos);

– aumento dos níveis de colesterol do sangue; e

– diminuição do apetite.

 

A paroxetina e fluoxetina podem fazer o cabelo crescer?

 

cabelos e antidepressivosNo caso específico dos cabelos, considerando-se que os distúrbios de natureza psíquica e/ou emocional costumam desencadear a perda dos fios em quantidade excessiva por si só, é possível que, depois de alguns meses de uso contínuo desses medicamentos, o paciente sinta uma diferença positiva no volume das madeixas, que tornam a crescer normalmente. Entretanto, apesar de a paroxetina e a fluoxetina possibilitarem que o cabelo volte a crescer devido à melhora do estado mental/emocional do indivíduo, há estudos que comprovam que, devido à sua composição química, elas também podem fazê-lo cair durante a sua utilização.

Embora consideradas medicações com menos efeitos colaterais – quando comparadas aos antidepressivos tricíclicos –, tanto a paroxetina quanto a fluoxetina são capazes de desencadear reações que incomodam em maior ou menor grau, cabendo ao médico decidir qual o nível de gravidade dessa reação no seu paciente e se esses medicamentos – cada qual com a sua respectiva dosagem – são realmente a melhor opção. Todavia, vale destacar que, mesmo quando os efeitos secundários no corpo possam se revelar um pouco mais severos, nem a paroxetina nem a fluoxetina deverão ter o seu uso interrompido abruptamente, bem como não se deverá proceder com a automedicação para tratar os efeitos colaterais.

Assim, a administração de substâncias como a paroxetina e a fluoxetina deve ser acompanhada com bastante cuidado, uma vez que, segundo o apontamento de estudos recentes, o número de pessoas afetadas por problemas psiquiátricos aumenta na mesma proporção em que a indústria farmacêutica lança novos medicamentos para combater tais doenças. Logo, os efeitos colaterais e os resultados da sobreposição de drogas precisam ser analisados de muito perto para evitar reações inesperadas ou conflitantes, reforçando-se aí a orientação quanto a se consultar o profissional devidamente preparado e jamais realizar a automedicação – sob hipótese alguma!

*Reações comuns do uso do cloridrato de paroxetina disponíveis em http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=11062702013&pIdAnexo=1925457. Acesso em 18 de fevereiro de 2014.

 

Responder

Seu email não será divulgado.