Alopecia Androgênica: suas características e tratamento

Alopecia Androgênica: suas características e tratamento

Você já ouviu falar em alopecia androgenética? Em um primeiro momento, o termo pode gerar estranhamento, mas essa é uma doença bastante conhecida por seu nome mais popular: calvície.

A queda de cabelo pode afetar homens e mulheres e refletir no âmbito pessoal, profissional e até mesmo nos relacionamentos. Afinal, o cabelo é parte significativa da construção da personalidade e da autoconfiança.

Para conhecer o que é a alopecia androgenética, assim como sua prevenção e tratamento, preparamos um miniguia completo sobre o tema. Confira!

O que é alopecia androgenética?

Popularmente conhecida como “calvície hereditária” — ou, ainda, “calvície masculina” —, a alopecia androgenética é a calvície de padrão clássico que ocorre predominantemente em homens, embora muitas mulheres também apresentem esse problema.

De acordo com uma publicação recente do jornal italiano Corriere Della Sera, o distúrbio afeta aproximadamente 70% dos homens e 40% das mulheres. Já segundo estudos divulgados no Brasil, estima-se que de cada 10 homens com menos de 70 anos, 8 tenham propensão à calvície em decorrência da hereditariedade.

Afinal, tal como o próprio nome sugere, na calvície androgenética incide fortemente a predisposição genética do indivíduo para a ocorrência da acentuada perda de cabelo.

As causas

Existem duas causas para a calvície: a herança genética e os hormônios masculinos. Mas outros fatores podem favorecer a doença em sua forma temporária — nesse caso, o cabelo cresce novamente depois que as causas são tratadas. São elas:

  • oleosidade;
  • excesso de produtos químicos;
  • má alimentação;
  • estresse;
  • uso de alguns medicamentos.

Por que ocorre a alopecia androgenética?

Primeiro, é preciso ressaltar que a alopecia androgenética desenvolve-se apenas em homens e mulheres geneticamente predispostos.

Essa manifestação fisiológica é resultado da estimulação de folículos porosos por hormônios masculinos, como a testosterona. Quando o hormônio atinge o couro cabeludo de uma pessoa já predisposta geneticamente à calvície, ele sofre a ação da enzima 5-alfa-redutase, transformando-se em dihidrotestosterona, o DHT.

O DHT é o grande responsável pelo surgimento desse tipo de alopecia. Em indivíduos predispostos, esse receptor hormonal está alterado, fazendo com que a ação do próprio hormônio promova um afinamento progressivo do cabelo em determinadas regiões do couro cabeludo. Isso desencadeia a excessiva perda dos fios característica da calvície.

A herança genética pode vir tanto do pai quanto da mãe. Porém, como está ligada ao hormônio masculino, atinge mais homens do que mulheres.

O diagnóstico

Para que o médico faça o diagnóstico, é preciso que ele examine o couro cabeludo e os fios do paciente para descartar todos os outros tipos de calvície.

Além disso, algumas predisposições podem indicar a existência da doença:

  • histórico familiar de calvície;
  • perda gradual dos fios;
  • para as mulheres, a síndrome do ovário policístico.

Como se desenvolve a alopecia androgenética?

A diminuição progressiva dos fios desenvolve-se em um padrão diferente para homens e mulheres. Para realizar o diagnóstico, existe uma escala masculina e uma feminina que determina a progressão desse tipo de alopecia.

O padrão comum da calvície masculina

Também conhecido como escala de Norwood-Hamilton, o padrão de calvície nos homens se manifesta em regiões específicas do couro cabeludo, em dimensões que podem variar de pessoa para pessoa, mas que geralmente atingem os fios localizados na parte superior da cabeça, raramente afetando a nuca.

Dessa forma, as “entradas” se estendem e, junto com o raleamento dos fios na parte superior do couro cabeludo, se unem, fazendo com que apenas a parte de trás da cabeça permaneça com os fios.

O padrão comum da calvície feminina

A escala de Ludwig e Savin mostra o padrão de calvície feminina, que apresenta uma perda dos fios difusa, ou seja, ao longo de todo o couro cabeludo.

Porém, o raleamento é mais significativo no topo da cabeça — perto de onde o cabelo é dividido ao meio, o que faz com que a divisão fique cada vez mais extensa. Isso resulta em uma redução do volume de cabelo e no comprimento dos fios.

Quais as formas de tratamento?

Já existem excelentes tratamentos tópicos e sistêmicos para a alopecia androgenética. Para realizá-los, é importante consultar-se com o dermatologista, pois somente a partir de uma avaliação completa é possível diagnosticar o quadro de calvície hereditária e prescrever o tratamento adequado.

O tratamento sistêmico

Esse tipo de tratamento é feito por meio de medicamentos receitados apenas pelo médico especialista.

finasterida e a dutasterida, por exemplo, impedem que a testosterona transforme-se em DHT, porém o hormônio fica livre para atuar no corpo. Já na categoria dos antagonistas dos receptores androgênicos, a flutamida — que é contraindicada para mulheres pela Anvisa— , a espironolactona e o acetato de ciproterona evitam a ação da testosterona e do DHT.

O tratamento tópico

Ele envolve pomadas, loções e cremes para o tratamento da queda de cabelo. Dentre eles podemos citar o minoxidil, que ao estimular a absorção dos fios, permite que os nutrientes e o oxigênio entrem no folículo capilar. O cetoconazol também é apontado como uma promissora opção, por estudos que mostram que ele inibe a atuação do DHT nos folículos.

Já para aqueles que necessitam de uma intervenção definitiva, é importante destacar a solução efetiva e não cirúrgica que a Tricosalus trouxe com exclusividade para o Brasil: o Sistema CNC, que consiste na reconstrução das áreas calvas do couro cabeludo com a integração de cabelos naturais de forma gradual.

É possível prevenir a queda de cabelo?

Ao verificar a predisposição genética para a alopecia androgenética, é possível prevenir a queda de cabeloem quantidades acima do normal, desde que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível — quanto antes, melhor.

Apesar de muitas pessoas não terem conhecimento a esse respeito, existem tratamentos para a prevenção da calvície. É por essa razão que, mesmo tendo constatada a sua predisposição genética, ninguém está fadado a sofrer a perda excessiva dos fios.

Felizmente, são vários os tipos de terapias para a calvície, porém, apenas um dermatologista especialista em patologias do couro cabeludo saberá diagnosticar seu caso e indicar a melhor forma de tratá-lo.

Agora que você já sabe o que é alopecia androgenética, continue recebendo informações sobre os avanços nos tratamentos do couro cabeludo e do fio diretamente no seu e-mail. Assine nossa newsletter!

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