Alisamento x Queda de Cabelo: conheça os cuidados indispensáveis

alisamento e queda de cabeloSe nos anos 80 os penteados volumosos – conquistados à base do temido permanente – eram objeto de desejo, todas as tendências que vieram depois disso seguiram um caminho totalmente oposto. O movimento nos salões de beleza mostra que o que as pessoas querem mesmo e um cabelo controlado e liso.

Como a grande maioria dos brasileiros tem caracteristicas bem diferentes dessas, fazer escova ou prancha – a famosa “chapinha” – é parte da rotina de muita gente. Contudo, em um país quente e umido como o nosso, a sua duracao nem sempre é satisfatoria.

Diante desse cenario, não são de espantar as várias técnicas de alisamento que se disseminaram na indústria cosmética, com as chamadas “escovas progressivas”: a marroquina, a japonesa, a de chocolate, chantili… Mas, com tanta mistura de “nacionalidades” e “sabores”, a escolha por uma delas deve ser feita com bastante atenção.

Os “ingredientes” da técnica da moda podem ter influência no cheiro ou na hidratação; todavia, é o princípio ativo que deve ser levado em consideração, pois existe a possibilidade de que a mistura de alguns itens específicos venha a provocar resultados catastróficos. 

 

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alisamento da calvicie

Quando o cabelo cacheado recebe esse tipo de produto, os aminoacidos do fio têm as suas ligacões rompidas, de modo que este se torna maleável para que a sua forma seja “refeita” com a ajuda do calor do secador e da prancha. Como o procedimento deve ser repetido, em media, a cada três meses, é possivel que composições ou marcas diferentes sejam utilizadas.

A principal gravidade decorrente dessas combinações geralmente nao é a queda dos cabelos, dado que o desprendimento do fio desde a raiz é causado por agravos ao couro cabeludo ou devido a fatores internos. No caso do alisamento, o que acontece é um ressecamento excessivo e a quebra dos fios. Assim, a reação agressiva desencadeada por esses produtos químicos pode enfraquecer o cabelo até o ponto em que ele se tornará quebradiço.

Segundo os orgãos regulamentadores, o tioglicolato de amonio, os hidróxidos de sódio, de potássio, de cálcio, de lítio e o carbonato de guanidina são substâncias cujo uso é autorizado em alisamentos. Portanto, é importante pedir ao cabeleireiro que informe quais os produtos que estão sendo utilizados e verificar se eles receberam a permissão do governo brasileiro para a sua comercialização.

Outro componente dos alisamentos, cuja proibição por parte da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi amplamente discutida na mídia, é o formol. Essa solução química é categorizada pela Organização Mundial da Saude como cancerígena. Na quantidade liberada pela ANVISA (até 0,2%), o formol não atua como alisante, mas como conservante – logo, a sua presença não altera a funcionalidade de determinada técnica.

Nesta linha, ainda mais arriscados são os produtos com glutaraldeído, uma substância altamente tóxica e que consta na lista de princípios ativos de diversas marcas.

Em ambos os casos, há prejuízos tanto à saúde de quem os aplica diariamente na clientela (favorecendo o aparecimento de câncer, ferimentos e hipersensibilidade na boca, alterações no sistema respiratório e no sangue) como de quem os recebe, pois a sua concentração pode acarretar não somente danos aos fios, como também queimaduras e irritações no couro cabeludo. Dependendo da gravidade da reação inflamatória, a lesão pode ser definitiva e causar uma falha permanente no local.

Escova de Carbocisteína: uma solução diferente?

Dadas as imposições estabelecidas pelo governo, é de se esperar que o mercado de cosméticos empreenda uma verdadeira busca por alternativas que substituam satisfatoriamente aqueles produtos e serviços que já não podem ser comercializados. E é assim que, para continuar atendendo à demanda dos clientes que já aderiram às técnicas de alisamento, uma nova “revolução” para os lisos é anunciada de tempos em tempos.

Uma das mais recentes promessas é a chamada “escova de carbocisteína”, que não contém formol na sua composição e não libera cheiro nem fumaça, evitando irritações nos olhos e nas vias respiratórias.

Segundo os seus divulgadores, o seu princípio ativo não “quebraria” as estruturas responsáveis pelo formato encaracolado dos fios: apenas propiciaria um cuidado tão intenso que os deixaria mais maleáveis, facilitando e prolongando os efeitos da escova e da chapa.

Será?…

Na realidade, a carbocisteína é um aminoácido presente na queratina que forma o cabelo. Se usada sozinha, ela sela as cutículas, promovendo hidratação, conferindo mais brilho aos fios e a sua diminuição de volume; porém, a sua aplicação por si só não alisa. Para que isso aconteça, deve haver um agente oxidante. Assim, neste tratamento, tal papel é desempenhado pelo glutaraldeído, que, conforme já mencionado anteriormente, também é proibido, apesar de ser mais dificilmente identificável.

Alisamento em casa ou no salão? E se não der certo?

Com tantos detalhes acerca do assunto, essa é uma experiência que definitivamente não deve ser tentada em casa. Apenas um profissional realmente capacitado saberá quais foram as técnicas utilizadas anteriormente e qual aquela adequada para o momento. O teste da nuca, no qual apenas uma mecha receberá o alisamento, também é fundamental para evitar que acidentes aconteçam na cabeça inteira – afinal, se alguma coisa der errado, é mais fácil esconder apenas essa área. Além disso, deve-se respeitar um intervalo de pelo menos três meses entre as aplicações, usando-se semanalmente produtos que reponham os componentes perdidos.

Se o resultado de um procedimento químico não foi o esperado, é importante que nada mais seja aplicado no cabelo. Para evitar que haja uma alopecia traumática (conforme o próprio nome sugere, é a situação na qual a calvície é acarretada por um evento específico), procure rapidamente a ajuda de um dermatologista/tricologista, especialista do qual a Tricosalus Clinics dispõe e que será capaz de analisar o caso cuidadosamente e receitar os cuidados adequados. Afinal, mudar o visual é possível e até mesmo recomendado no exercício da autoestima, mas toda a atenção é necessária para que, do início ao fim do processo, o trabalho propicie o efeito almejado, e não as tão indesejadas complicações.

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