A Queda dos Cabelos nos Tratamentos de Combate ao Câncer

Tricosalus Clinics e AIMAC: uma história de parceria

Em outubro de 2010, a  Tricosalus Clinics  fechou uma importante parceria com a AIMAC Associação Italiana de Doentes de Câncer –, presidida pelo ex-ministro da Saúde e Meio Ambiente da Itália, Francesco De Lorenzo. Formada por profissionais da área médica com a finalidade de orientar e prestar serviços informativos de apoio psicológico aos pacientes e seus familiares, o objetivo da Tricosalus visava a trazer ao Brasil todo o know-how dessa singular associação.

Juntas, a AIMAC e a Tricosalus criaram um departamento especifico para o tema “queda de cabelo”, orientando os pacientes e demais interessados no assunto a respeito do que pode acontecer com o couro cabeludo e com os fios em razao do surgimento da doenca. Alem disso, seu proposito estendeu-se à orientação acerca de quais os tratamentos capilares a serem realizados durante e após os procedimentos de combate ao câncer.

A Relação entre o Câncer e a Alopecia – as formas de tratamento

Sabemos que, independentemente de quais os desafios a serem superados ante o diagnóstico de uma doença – seja qual for a sua natureza – a constatação da existência de um desequilíbrio orgânico representa por si só um desafio à aceitação humana, cuja condição natural pressupõe-se ser a da saude integral. E, quando se trata de uma doença como o câncer, com tratamentos que contemplam terapias um tanto mais “agressivas” (devido à própria necessidade de se eliminar o vírus), aos “desafios naturais” somam-se muitas perguntas referentes a diversos aspectos aos quais a doença pode estar relacionada ou, de algum modo, exercer uma determinada influência. Nisto, inclusive, destaca-se a questão do possível enfraquecimento dos cabelos, desencadeando a sua queda parcial ou total nos pacientes ja em tratamento anticancerígeno.

No caso da quimioterapia, primeiramente, nem todos os medicamentos nela utilizados provocam a queda acentuada dos cabelos. Embora se saiba que, visando a inibir as celulas cancerigenas, o efeito de alguns deles também pode vir a afetar as células sadias do organismo (e os folículos dos pelos e dos cabelos), ha casos em que o fenomeno é tao leve que dificilmente é reconhecido. Em outros, no entanto, eles podem cair, sendo este um efeito colateral que o oncologista informará ao paciente antes mesmo do início da terapêutica. É importante considerar que o grau, o tempo de aparecimento e o impacto da queda dos cabelos dependem do medicamento ou da combinacão de medicamentos prescritos, da dosagem e, ainda, da forma com que o paciente responde ao tratamento. Vale destacar também que a queda dos cabelos como efeito colateral da quimioterapia é reversível: via de regra, eles crescem de novo quando o tratamento acaba – às vezes, até antes. Isso é possível porque os folículos dos pelos e dos cabelos, bem como as outras células sadias do organismo, ainda que prejudicados pela quimioterapia, restabelecem-se rapidamente. Assim, são muito raros os casos em que os cabelos não voltam a crescer.

Em relação à radioterapia, o objetivo das suas radiações ionizantes de energia elevada é o de destruir as células cancerígenas e reduzir as dimensões do tumor até o seu desaparecimento. Porém, tais radiações também podem prejudicar as células sadias. Especificamente quanto aos cabelos, no entanto, a sua queda acentuada acontece somente quando o couro cabeludo se encontra parcial ou totalmente no campo de tratamento. Nessas áreas, o novo crescimento depende da dose que os bulbos pilíferos receberam – e isso vale também para os pelos em outras partes do corpo. O tempo que eles demoram para crescer novamente depende da dose de irradiação recebida e da duração do tratamento. Em média, os fios começam a crescer novamente no período de seis a doze meses apos a conclusão da terapia.

 

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Além da quimioterapia e da radioterapia, existem outros tratamentos anticancerígenos, como é o caso das terapias hormonais ou das terapias biológicas, que podem, por sua vez, tornar os cabelos mais ralos, secos ou fracos. Igualmente nessas terapêuticas, antes de submeter o paciente ao tratamento, o oncologista considera todos os seus potenciais efeitos colaterais.

A Queda dos Cabelos e as Suas Consequências Psicológicas: as possíveis formas como o paciente se vê

Parcial ou temporaria, a queda dos cabelos e um dos efeitos colaterais mais temidos dos tratamentos anticancerigenos, podendo acarretar duras consequências psicologicas para o paciente, uma vez que ele pode vivenciar a a reducao e/ou a completa ausência dos fios como sendo uma diminuição da sua própria beleza e sensualidade – fator este que interfere na sua individualidade e personalidade, haja vista a mudança da imagem e do conceito que a pessoa passa a ter de si mesma.

Os efeitos psicológicos negativos relacionados à queda dos cabelos costumam atingir grande parte dos doentes de câncer, sem distinção de sexo e de idade, embora, evidentemente, as mulheres e os jovens os sintam mais, ao passo que os homens não apresentam grandes problemas em mostrar a sua calvície, considerando-se também que a alopecia (nome científico da calvície) masculina é mais aceita socialmente. Para as crianças, a queda dos cabelos pode inibir a sua interação com o ambiente, alterando, assim, o desenvolvimento da própria imagem e da autoestima.

Nas mulheres, o impacto é forte porque os cabelos são símbolo de feminilidade. Além disso, para as mulheres tendem a ser mais relevantes os fatores individuais, culturais e sociais que podem induzi-las a esconderem a própria calvície ou a mostrá-la como um símbolo de desafio em relação à doença. No entanto, símbolo do desafio à parte, houve diversos casos em que as pacientes que sofreram a extirpação da mama relataram terem sofrido mais dificuldade em se relacionar com a queda dos cabelos do que com a própria ausência da mama, porque, segundo disseram, a alopecia é visível aos outros, sendo, igualmente, um constante sinal da doença e dos tratamentos.

Em contrapartida, existem tambem aqueles pacientes para os quais a queda dos cabelos nao é um acontecimento tão significativo: eles o encaram como o efeito de uma terapia forte que melhorara as suas probabilidades de vencer a doenca; por esse motivo, aceitam-na de bom grado.

É possivel prevenir a queda dos cabelos durante a quimioterapia?

Considerando que o aparecimento da alopecia pode ter muitas implicações psicossociais por causa das modificações que provoca da autoimagem, há diversas técnicas de prevenção da perda dos cabelos durante o tratamento quimioterápico, embora ainda não existam provas evidentes da sua eficácia.

Atualmente, não há medicamentos que podem prevenir, com certeza, a queda dos cabelos, conquanto algumas soluções farmacologicas estejam em fase de estudo pré-clínico e resultados importantes tenham sido alcançados graças à pesquisa gênica com análises realizadas em animais de laboratório.

Entre os metodos fisicos, um dos mais simples é o uso de uma coifa térmica (mais conhecida como “capacete de gelo”), que provoca vasoconstricao, reduz o fluxo de sangue nos folículos durante o paroxismo da concentração do medicamento quimioterapico e, consequentemente, limita a sua absorção em nível celular.

A eficácia desse método depende do seu tempo de esfriamento, ou seja, do tempo em que se utiliza a coifa – se for superior a 90 minutos, as possibilidades de sucesso podem chegar a 76%. O fator que limita a difusão desse método são os seus efeitos colaterais, como cefaleia, sensação de frio, desconforto ou mal-estar – o que, frequentemente, provoca a interrupção do tratamento preventivo.

Hoje, alguns hospitais vêm se utilizando de meios mais sofisticados – por exemplo, uma máquina movel que introduz ar frio no couro cabeludo por meio de algo parecido com o capacete secador de cabelos; ou, também, um gel facilmente aplicável, que permanece frio por um longo período. Entretanto, esses são métodos que ainda se encontram em fase experimental.

Uma vez já iniciado o tratamento anticancerígeno, o que o paciente pode fazer para tentar minimizar o enfraquecimento/queda do cabelo?

Conforme registramos anteriormente, a ocorrência de enfraquecimento e/ou de queda parcial ou total dos cabelos no decorrer do tratamento no combate ao câncer depende de alguns fatores, sendo que, de acordo com o caso, há a possibilidade de a alopecia sequer ser identificada. Todavia, existem determinados cuidados que podem auxiliar o paciente a minimizar a possível queda dos fios, seguindo-se algumas orientações:

  • antes de iniciar o tratamento, cortar os cabelos, a fim de reduzir a tração sobre o couro cabeludo e minimizar a sua queda;
  • durante o tratamento, usar xampus não agressivos;
  • pentear os cabelos com delicadeza – sobretudo se o couro cabeludo for sensível – e secá-los com uma temperatura moderada do secador ou do capacete, pois o calor excessivo poderia secá-los demasiadamente, tornando-os ainda mais fracos;
  • não prender os cabelos (tranças ou rabos-de-cavalo), pois a tensão do elástico poderia danificá-los e, portanto, quebrá-los;
  • seguir uma dieta balanceada (rica em frutas e verduras), reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e, tanto quanto possível, evitar situações estressantes;
  • massagear delicadamente o couro cabeludo – algo que pode melhorar o afluxo de sangue para os folículos;
  • evitar tratamentos agressivos (permanente, escova) e usar tintas e xampus colorantes à base de produtos naturais;
  • se o couro cabeludo for seco, com escamas ou causar prurido, usar um hidratante delicado não perfumado. Uma boa alternativa são os óleos naturais (de amêndoa ou azeite);
  • usar fronhas de puras fibras naturais (algodão ou linho), já que as fronhas sintéticas podem irritar o couro cabeludo.

E quais as opções para quem já apresenta calvície, mas gostaria de disfarçá-la/ocultá-la ou, simplesmente, chamar atenção para outros aspectos?

Retomando parte das considerações feitas anteriormente, é fato que muitos pacientes que estão passando pelo tratamento do câncer se sentem bastante desconfortáveis em relação à sua própria aparência por conta da excessiva queda dos cabelos, sem contar tantos outros para os quais, mais do que um “incomodo”, a calvície se revela um legítimo sofrimento. Assim, para essa grande maioria de pacientes, os recursos que estão à sua disposição são, por exemplo, o uso de perucas ou topetes (que podem ser feitos de cabelos naturais, sintéticos ou misturados) ou, ainda, de chapéus e lenços. Os chapéus representam uma alternativa muito comum e bastante prática, sendo possível encontrá-los de todos os tipos, estilos e cores. Já os lenços são leves e fáceis de utilizar. Algodão, lã leve e tecidos mistos devem ser preferidos, pois a seda e os tecidos semelhantes tendem a escorregar com facilidade.

É importante ressaltar que, para quem não utiliza perucas ou algo para cobrir a cabeça, é sempre bom protegê-la com um creme com alto fator de proteção (fator 30) toda vez que for sair.

Na ausência de perucas, topetes, lenços ou chapéus, ainda existem outras opções, sobretudo às mulheres, que podem tirar o foco dos cabelos, ressaltando outras características. Uma possibilidade é a de, por exemplo, acentuar a maquiagem com um pouco de sombra, blush e batom, chamando atenção para rosto. As joias também podem ser uteis para a mesma finalidade: colares e correntes evidenciam o pescoço, enquanto os brincos ficam bem com chapéus e lenços. E, também para os homens, o uso de camisas, blusas, gravatas, etc. em cores mais fortes ajuda a desviar a atenção da calvície.

Como a Tricosalus Clinics pode ajudar?

Por fim, e importante ressaltar que, conforme citado anteriormente, apos a finalizacao dos tratamentos anticancerigenos, a queda dos cabelos como efeito colateral é reversível na maioria dos casos (às vezes, antes mesmo de o tratamento acabar), sendo que os novos fios podem nascer mais finos ou encaracolados do que antes (pode ocorrer, inclusive, de apresentarem uma cor um pouco diferente).

E, com o objetivo de melhorar a qualidade desse “novo” cabelo após o término das ja mencionadas terapias, a Tricosalus Clinics coloca à disposição no Brasil o seu exclusivo tratamento de prevenção reequilibrante, cujo resultado certamente contribuirá ainda mais para aumentar a satisfação do paciente em relação à sua autoimagem nesse novo e importante momento da sua vida.

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