Queda de cabelo: o que fazer para evitar a alopecia areata?

Entenda como mudanças na sua rotina pode prevenir a queda de cabelo

Seja entre homens ou mulheres, a calvície é temida devido à mudança da aparência. A perda de cabelo assusta a quem acomete, mas o que nem todo mundo sabe é que é possível evitá-la. Quando chega a queda de cabelo: o que fazer? Esta é a primeira pergunta na tentativa de evitar essa nova feição que chega de forma inesperada.

5 dicas para evitar alopecia areata

Neste artigo vamos apontar 5 práticas que você pode adotar no seu dia a dia para evitar a queda excessiva dos fios capilares. Mas antes vale a pena entender o que é esta calvície, como ela age e quem ela pode atingir.

Tecnicamente falando, a calvície se chama alopecia areata. Considerada uma doença autoimune, ela se processa assintomaticamente, caracterizando-se pela repentina perda dos cabelos, e não é contagiosa.

Normalmente deixa placas ovais ou circulares, lisas, brilhantes e sem qualquer alteração ou inflamação no couro cabeludo. É mais comum que ocorra nos cabelos ou na barba, mas por tratar-se de uma doença na qual o sistema imunológico ataca os folículos, a calvície também atinge as sobrancelhas, cílios ou qualquer outro local do corpo onde existam pelos.

alopecia areata

Além da queda capilar, os fios que ficam ao redor da placa também saem facilmente se forem puxados. Quando renascem, os cabelos podem ser brancos, adquirindo posteriormente sua coloração normal.

Além disso, em 10% a 50% dos casos costumam aparecer alterações na superfície das unhas, como se tivessem sido arranhadas (“estriadas”) ou, ainda, como se contivessem pontinhos aprofundados.

Mais comum do que se imagina, a alopecia areata ocorre em 1% a 2% da população, afeta ambos os sexos, todos os grupos raciais e pode surgir em qualquer idade. Apesar de poder se manifestar em qualquer etapa da vida, em 60% dos casos seus portadores têm menos de 20 anos.

Causas da alopecia areata

Quanto às causas da alopecia areata, continuam sendo realizados diversos estudos. Entretanto, já se sabe que existe uma relação entre esta doença e a herança genética.

Em certos casos (a minoria), também há uma associação entre o aparecimento dessas placas circulares e outras doenças autoimunes como alteração na tireoide, diabetes, vitiligo e lupus. Em aproximadamente 20% a 30% dos casos a alopecia está associada a essas outras enfermidades imunológicas.

Essas doenças imunológicas seriam seus estimulantes, enquanto para quem tem predisposição genética o estresse é outro fator desencadeante.

Sua evolução é imprevisível e o cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo que haja perda total. Isto porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos pela inflamação. Contudo, novos surtos podem ocorrer.

alopecia areata

Pesquisas apontam que diversos genes podem estar relacionados à alopecia areata, provavelmente interagindo com fatores ambientais como o estresse ou microorganismos. A partir desses fatores externos o corpo dispara uma resposta imunológica anormal que termina lesionando o folículo piloso.

Mesmo com uma parcela de predisposição genética, a alopecia também pode ocorrer devido a fatores externos. Alguns deles são: deficiências nutricionais (anemias, falta de vitaminas, proteínas e minerais), tabagismo, disfunções da tireoide (hiper/hipotireoidismo), doenças crônicas, doenças infecciosas, inflamatórias, emocionais (estresse, depressão) e alterações inflamatórias do próprio couro cabeludo.

A queda acentuada dos cabelos pode ocorrer ainda devido a medicamentos antidepressivos, anfetaminas e medicações para emagrecimento e tratamento de acne. Nas mulheres, distúrbios hormonais, como alterações no próprio ciclo menstrual, e alterações nos ovários (ovários policísticos), são outros possíveis causadores da alopecia areata.

5 cuidados para evitar a queda de cabelos

1) Adotar boa alimentação

Predominantemente, os cabelos são formados por uma proteína chamada queratina, essencial para fortalecer os fios e estimular seu crescimento. Desta forma, uma dieta balanceada precisa da ingestão de proteínas. Alguns alimentos que contém este elemento são as carnes, os peixes, a soja e os lacticínios.

Alguns nutrientes específicos como os minerais (zinco, selênio, cálcio, silício e ferro), vitaminas (E, C e do complexo B) e proteínas de grãos integrais também ajudam. Salmão, nozes, lentilha e espinafre são alguns dos alimentos que merecem atenção por serem fontes de Ômega 3, vitaminas e minerais importantes para o fortalecimento, crescimento e brilho dos cabelos.

É essencial que você adote uma alimentação balanceada, pois o processo de crescimento dos fios demanda quantidades adequadas de vitaminas, minerais e proteínas. Ao seguir dietas rígidas ou desreguladas a deficiência desses nutrientes pode causar a fragilidade do fio e, consequentemente, a sua queda.

2) Praticar exercícios físicos

A prática regular de exercícios físicos estimula a circulação sanguínea do couro cabeludo. Além disso, é uma excelente contribuição para quem deseja ter cabelos saudáveis, pois é capaz de combater o estresse.

O cigarro, que influencia a resistência do organismo para exercícios físicos, também é apontado como um causador da queda de cabelo.

3) Repouso adequado

Descansar e dormir são costumes necessários para ter os cabelos saudáveis. Estudos comprovaram que as pessoas que dormem bem tendem a ter menor perda de cabelo. A fadiga e o cansaço são outros dois fatores que podem produzir a queda.

4) Reduzir o estresse

As crises agudas de queda de cabelo podem se associar a períodos críticos de estresse, sejam relacionados a problemas no trabalho, na família, morte de familiares e amigos, cirurgias, acidentes etc.

Isto porque quando está sob o efeito do estresse nosso organismo acelera a produção de uma substância chamada cortisol, que pode intensificar a queda dos cabelos.

Portanto, é importante optar por atividades que ajudem a descarregar a rotina estressante a qual somos submetidos diariamente.

5) Combater a ansiedade

Cabelos não se recuperam da noite para o dia. Ficar olhando desesperadamente no espelho quando já existe um quadro de alopecia areata, à procura de fios novos, não ajuda em nada. Na verdade irá piorar a situação, já que a ansiedade agirá como o estresse, aumentando a queda capilar.

Cuidar para que o quadro não evolua

Como você viu, são mudanças simples da nossa rotina que nos ajudam a manter os cabelos saudáveis e na prevenção de uma piora do quadro. Isto porque, se existe a possibilidade de remissão da doença, ou seja, dos cabelos crescerem novamente, a alopecia também pode evoluir.

Por não haver comprometimento cutâneo, a área calva mantém os folículos vivos; assim, os fios podem tornar a crescer, sem a necessidade de tratamento. A repilação pode ocorrer totalmente em semanas ou dentro de alguns meses.

Embora exista o espaçamento inicial entre uma área afetada e outra, é possível que surjam novas lesões ao ponto de se unir, resultando na perda completa dos fios capilares – chamada “alopecia total”. Existem ainda situações extremas, quando todos os cabelos e pelos do corpo caem: a “alopecia areata universal”. Estudos sugerem que cerca de  5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo.

Embora não seja obrigatório e o quadro apresente uma condição benigna que tende a regredir espontaneamente, tratar corretamente é importante. São diversas as opções para combater esta doença, sendo a particularidade clínica de cada caso o que determinará qual método é mais indicado. Por isso é importante consultar um dermatologista/tricologista experiente e qualificado para correto diagnóstico e tratamento adequado.

A alopecia areata se desenvolveu na atriz Jackie Nguyen a partir de um quadro depressivo
A alopecia areata se desenvolveu na atriz Jackie Nguyen a partir de um quadro depressivo

Outro fator que reforça a necessidade do tratamento é que a alopecia pode causar distúrbios psicológicos. Existem casos em que, envergonhadas da própria imagem, as pessoas se privam do convívio social, podendo sofrer também de uma acentuada insegurança, ansiedade e chegar à depressão.

Assim, se você (ou alguém próximo) for surpreendido pelo surgimento de áreas calvas no couro cabeludo, busque ajuda profissional.

Gostou das dicas deste post? Não espere que os problemas apareçam para começar a cuidar bem do seu corpo e do seu psicológico. Aproveite para marcar uma consulta com nosso dermatologista especialista no cuidado dos cabelos.

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