O que todo jovem precisa saber para evitar a calvície

O que todo jovem precisa saber para evitar a calvície

Se você já reparou que está perdendo fios, com certeza já se questionou sobre o que fazer nessa situação e, o principal, como não ficar calvo(a)! Bom, você não está só, uma vez que a queda de cabelo não é um problema raro.

O quadro está ligado diretamente à autoestima e é delicado para muitos homens e mulheres. Algumas vezes, vira um dilema ainda durante a juventude. Felizmente, é possível prevenir e tratar a calvície com a ajuda de um médico especialista.

Está precisando de dicas de como evitar a perda de cabelo em quantidade significativa? Separamos algumas informações que serão bem úteis para você. Confira!

Por que os jovens perdem cabelo?

Estima-se que, até os 70 anos de idade, 80% dos homens serão acometidos pela calvície de padrão masculino, cientificamente chamada de “alopecia androgênica” e popularmente conhecida como “calvície hereditária”.

Embora a maioria dos casos ocorra em homens, que apresentam uma predisposição genética para tal quadro — herança de qualquer uma das partes familiares ou, ainda, de ambas —, ela também pode se manifestar em mulheres.

A queda de cabelo é comumente associada à faixa acima dos 35 anos. No entanto, um dado vem chamando atenção de especialistas. Segundo a Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC), aproximadamente 25% dos jovens entre 20 e 25 anos apresentam algum grau de calvície, de um total de 42 milhões de brasileiros que sofrem com o problema.

A alopecia androgênica pode começar a apresentar alguns sinais na faixa dos 20 anos, e a partir dos 35 anos se acentuar ainda mais. Vale frisar que, apesar de existir o fator hereditário, nem todo indivíduo com predisposição à calvície está obrigatoriamente fadado a manifestá-la em algum momento da vida.

Ao verificar essa tendência, a partir do histórico familiar, pode-se iniciar um tratamento preventivo com um médico especialista em tricologia e patologias do couro cabeludo. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da predisposição à alopecia e a sua adesão ao tratamento ideal, maiores as chances de êxito no combate à futura calvície.

Além do fator hereditário

Além da predisposição genética, existem outros aspectos – internos e externos – que também podem desencadear a perda temporária dos fios. Conheça alguns deles:

  • estresse e problemas emocionais podem levar à queda temporária, conhecida como eflúvio;
  • falta de vitaminas, como em uma dieta restritiva, leva a escassez de nutrientes e, com isso, a queda;
  • oscilações hormonais, muito comuns na adolescência, pode desregular os níveis de testosterona, por exemplo;
  • patologias médicas severas, como diabetes ou problemas na tireoide;
  • falta de cuidados corretos com os cabelos.

Saiba que é normal a perda de 100 a 150 fios por dia, pois isso faz parte do ciclo de crescimento do cabelo. Mas, se você detectar uma queda mais acentuada, entradas ou rarefação, é o momento de consultar um profissional.

Quais os principais tipos de calvície?

Se o seu caso não for uma queda temporária, é importante que você conheça quais os tipos de calvície e as características mais comuns a cada um deles, embora a necessidade de que o correto diagnóstico seja realmente dado ou validado pelo especialista.

Alopecia androgenética

Como o próprio nome sugere, a alopecia androgenética (ou androgênica) está ligada às questões genéticas — a predisposição pode vir do lado materno ou do paterno. É a mais comum entre os homens, mas também atinge as mulheres.

Alopecia difusa

É caracterizada pela perda progressiva, mas que não chega à calvície total. Ela se desenvolve principalmente por questões endócrinas, como uso de medicamentos ou má alimentação, o que leva ao enfraquecimento do cabelo e, por consequência, à sua escassez.

Alopecia areata

alopecia areata é identificada pela perda de mechas em formato de círculos em uma ou várias zonas do couro cabeludo. As doenças autoimunes, estresse e a predisposição genética são seus estimulantes.

Alopecia cicatricial

É resultado da má-formação ou destruição dos folículos pilosos, que geram uma cicatriz. Nesse local, não nascem novos fios. Pouco comum, ela afeta uma pequena parcela da população.

Alopecia traumática

Também chamado de alopecia por tração, esse tipo de calvície é causado pelo atrito recorrente no couro cabeludo. Por exemplo, uso de penteados tensos, coques, laços apertados e rabo de cavalo.

Como prevenir a calvície?

Prevenir a calvície a fim de preservar a satisfação para com a sua própria imagem requer cuidados simples, mas que devem ser habituais para garantir um resultado eficiente.

Consulte um especialista periodicamente

Para saber se você está ou não com algum tipo de problema capilar, o melhor a fazer é consultar um médico especialista em tricologia e patologias do couro cabeludo. É ele quem dará o diagnóstico correto sobre as causas da perda dos fios e indicará o tratamento.

A respeito de quadros clínicos, vale considerar que, no caso de tratamento de outras enfermidades, o aconselhamento médico especializado servirá para tirar as dúvidas acerca da atuação de determinados medicamentos no organismo. Em geral, costumam ser os remédios antidepressivos, as anfetaminas e as medicações para emagrecimento e tratamento da acne.

Mantenha uma alimentação enriquecida em nutrientes

A formação e a manutenção de um cabelo sadio dependem do adequado fornecimento de algumas substâncias essenciais para o desenvolvimento do fio. São elas: proteínas, vitaminas, ferro, cobre, zinco e outros importantes minerais. Assim, é recomendável uma alimentação balanceada e correta para combater a queda.

Livre-se do estresse

O estresse está na lista dos fatores que mais favorecem o surgimento da calvície. Isso porque, entre outras razões, as altas taxas do hormônio cortisol no organismo ao longo de um estresse contínuo influenciam a perda dos cabelos.

Faça exercícios físicos regularmente

Essa prática é importante porque as atividades físicas ajudam a diminuir as taxas do hormônio do estresse (cortisol), que pode contribuir com a queda dos cabelos. Elas ainda aumentam a liberação de endorfinas, chamados de “hormônios do prazer”.

Outro ponto positivo é que a movimentação do corpo facilita a circulação sanguínea e, consequentemente, a nutrição e a absorção dos elementos ativos pelos fios.

Evite o consumo de algumas substâncias

Separamos três que merecem mais atenção:

  • álcool — o consumo excessivo pode afetar a capacidade que o organismo tem de absorver e de distribuir os nutrientes de que os cabelos necessitam;
  • cigarro — entre outros danos, diminui a circulação sanguínea do couro cabeludo e, assim, impede que nutrientes essenciais cheguem à raiz;
  • anabolizantes — eles aceleram a alopecia nas pessoas geneticamente predispostas.

Mantenha os seus cabelos sempre limpos e cuidado para não prendê-los ainda molhados

A limpeza do couro cabeludo deve ser considerada como um importante cuidado na prevenção da calvície. Ao deixá-lo sujo por mais tempo, as próprias impurezas favorecem — ou, até mesmo, agravam — a perda dos fios.

Se não der para lavar diariamente, que seja dia sim, dia não. Utilize sempre shampoos próprios, preferencialmente neutros, capazes de remover a sujeira sem alterar o pH do couro cabeludo. Lembre-se de não usar água quente. O ideal é optar pela morna.

Outra dica é não prender os cabelos molhados com frequência, pois também é uma ação prejudicial que pode desencadear a calvície. Quando o cabelo fica molhado por muito tempo, pode ocorrer a proliferação de fungos no couro cabeludo e o surgimento de caspa. Assim, os fios na raiz ficam mais fracos, o que provoca a queda.

Tenha cuidado com o uso de bonés e gel

Não precisa parar de usar o boné ou o gel. Eles, em si, não fazem o cabelo cair, mas ajudam a agravar o problema da calvície e também da dermatite seborreica.

Os bonés provocam abafamento no couro cabeludo e, com isso, criam um ambiente ideal para a proliferação de fungos. Já o gel, apesar de não afetar os folículos, provoca a quebra dos fios se você não retirá-lo antes de dormir. Sempre lave bem o cabelo, pois o acúmulo do produto ajuda na ocorrência da caspa e da seborreia.

Trate a caspa e a oleosidade

Ter caspa e oleosidade em excesso não é natural. Trata-se de uma enfermidade dermatológica, e esse fator pode levar à calvície se não for tratado a fundo.

Essas duas questões não necessariamente estão ligadas à falta de higiene, já que a renovação celular ou até mesmo fungos podem ser as causas. E, devido a isso, é extremamente importante buscar um profissional para descobrir e tratar a origem.

Tenha sempre cuidado com a oferta de produtos indicados para caspa e oleosidade, pois o uso sem indicação médica pode acabar piorando a situação.

Atente-se ao uso de químicas e produtos novos no mercado

Por fim, cuidado com as novidades que acabam “fazendo a cabeça” de muita gente. Aqui, principalmente, o alerta é para as jovens mulheres, que ficaram expostas a muitos riscos (como o surgimento da calvície) diante da “febre” dos lançamentos de vários tipos de escovas progressivas, por exemplo.

Vale lembrar que não se deve passar a chapinha no cabelo molhado, já que os fios são profundamente agredidos e, além de queimados, eles se quebram. A descoloração e outras químicas também devem ser feitas com profissionais de confiança e respeitando, principalmente, a estrutura das mechas.

Viu como os cuidados para evitar a calvície são básicos e muito acessíveis? Reforçamos que acrescente a consulta a um médico especialista em tricologia e patologias do couro cabeludo ao seu calendário de check-up.

Agora que você já sabe como prevenir a calvície, pegue essas 13 dicas para diminuir a queda de cabelos. Boa leitura!

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