PRP CAPILAR: o raio-x de uma técnica inovadora no combate à calvície

Pelos consultórios das clínicas dermatológicas do País e do mundo, a queda de cabelo continua sendo uma queixa recorrente. As últimas estimativas, aliás, corroboram essa realidade: no total, já estaríamos na casa de nada menos do que dois bilhões de pessoas calvas em todo o planeta. Geralmente relacionada a questões de saúde de naturezas diversas – como estresse, diminuição da produção hormonal e doenças autoimunes (muito embora também possa estar associada a fatores de origem externa, como o excesso de química nos fios) –, a patologia acaba afetando de diversos modos a autoestima de homens e mulheres, acarretando até mesmo o seu isolamento social.

Justamente nesse contexto é que, na tentativa de solucionar esse problema – que somente no Brasil acomete cerca de 40 milhões de homens (número divulgado no ano passado) –, diversos estudos científicos seguem em busca de opções de tratamentos inovadores na área, sendo que uma das recentes respostas resultantes desse processo é o chamado PRP capilar, sobre o qual você já deve ter ouvido falar, não é mesmo?

 

Mas, afinal, o que é o PRP capilar?

PRP plaquetasApesar da sua repercussão, o fato é que muitos interessados ainda desconhecem o mecanismo e os potenciais diferencias desse método.

Em resumo, o PRP (sigla que designa “plasma rico em plaquetas”) pode ser descrito como uma técnica autóloga, dado que nela são utilizadas as células do plasma sanguíneo retiradas do próprio paciente para a regeneração natural das células do corpo.

Conforme o próprio nome sugere, o plasma apresenta uma generosa quantidade de plaquetas, que, por sua vez, têm alta concentração de uma substância nomeada de “fator de crescimento” – elemento que pode ser injetado diretamente no couro cabeludo ou aplicado durante a realização de um transplante capilar. Desta forma, o PRP estimula as células terminais existentes no interior da derme do couro cabeludo, promovendo o desenvolvimento de novos fios capilares.   

 

Como a técnica PRP é aplicada?

A primeira etapa do tratamento consiste na coleta de pequenas amostras sanguíneas, que são posteriormente processadas em uma centrífuga para separar os glóbulos vermelhos dos brancos e obter o plasma rico em plaquetas.

Na segunda etapa, o material obtido é injetado diretamente no couro cabeludo, com a utilização de um creme anestésico que evita qualquer tipo de reação dolorosa.

Após o procedimento, o plasma atua reativando as células mortas, estimulando o crescimento do cabelo na área atingida pelo problema.

 

E quais as vantagens do PRP capilar?

Em relação a outros tratamentos que também visam ao crescimento capilar, o PRP comprovou-se superior em razão da capacidade de cicatrização, coagulação e regeneração dos tecidos demonstrada pelo fator de crescimento (FC), que é encontrado especificamente nas plaquetas e atua diretamente no funcionamento do folículo piloso, aumentando a sua vascularização e favorecendo o nascimento dos cabelos.

Outra grande vantagem do PRP capilar está no fato de que a técnica não oferece qualquer risco de rejeição, uma vez que a substância utilizada é retirada do próprio paciente. Por isso, pode-se afirmar que o procedimento é extremamente seguro e livre de efeitos colaterais.

Além disso, o tratamento é indicado a todos os homens e mulheres portadores de alopecia, especialmente àqueles que estão em estágio avançado de calvície devido a causas genéticas. Isto porque, nesses casos, não há como o indivíduo realizar o transplante capilar, uma vez que os cabelos se tornam extremamente finos e frágeis em consequência do processo de miniaturização dos fios capilares (clique aqui para saber mais). Logo, o PRP é considerado uma forma ideal de promover o fortalecimento do folículo capilar a fim de se viabilizar a realização do implante.  

 

O PRP capilar seria ou não uma técnica definitiva?

Por se tratar de uma técnica que redireciona o fator de crescimento (FC) gerado pelo próprio corpo para uma região que apresenta a deficiência progressiva, os resultados são estimados como muito satisfatórios.

Nos casos de queda intensa de cabelo (eflúvio telógeno), o tratamento tende a atuar de modo definitivo, recuperando o cabelo por completo. Em outras condições, como a da alopecia androgenética (mais popularmente conhecida como “calvície hereditária”), que costuma ser total, recomenda-se repetir a terapia todos os anos para melhores resultados. Neste caso, a aplicação do PRP pode ser realizada em paralelo a outras soluções para a alopecia, tais como a técnica de microenxerto e transplante capilar.          

 

Há contraindicações para a realização do procedimento?

Pessoas com doenças que comprometem a qualidade do sangue, tais como HIV, hepatite C e anemia falciforme não podem se submeter ao PRP capilar, pois o tratamento depende diretamente – e integralmente – do sangue do paciente.

 

Qual o tempo médio e as indicações gerais para a realização do tratamento?

Em média, indicam-se ao menos oito sessões de PRP, que podem ser realizadas com intervalos de duas semanas entre elas. Assim, o tempo médio de duração do tratamento costuma ser de quatro meses. No entanto, é preciso destacar que, para a correta indicação e realização do procedimento de PRP capilar, a avaliação de um especialista continua sendo indispensável. Portanto, ao primeiro sinal de queda de cabelo em quantidade maior que a habitual, agende uma consulta com o dermatologista, entenda qual a real situação da saúde do seu couro cabeludo e dos fios e siga corretamente as orientações do seu médico!

 

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1 Comentário

clinicatricosalus

01 mai, 2017

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